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Psicologia Positiva e Liderança em momentos de Crise

10/04/2017

Líder é aquele que leva pessoas comuns a fazer coisas incomuns! O papel do líder é estimular a equipe para superar seus limites na busca do objetivo, e desenvolver talentos. Acreditar que quem manda é líder é uma noção ultrapassada de liderança.

Liderança Positiva

Foto by freepik.com

Não é uma tarefa fácil, especialmente na atualidade, quando há tantas ameaças e incertezas por todo lado. São tempos turbulentos! Nada será como antes! E agora?  De que forma se pode influenciar ações de liderança nos momentos de crise?

Em situações de crise, o medo é uma reação natural e faz parte da natureza humana. Contudo, se nos encolhemos no medo ou nos acomodamos à zona de conforto, não teremos como enfrentar novas ameaças. Einstein já dizia: “É loucura fazer tudo como sempre foi feito e acreditar que se obterá resultados diferentes”. Em tempos de instabilidade, é preciso buscar novas formas de analisar as situações e propor novas soluções. Uma breve avaliação de empresas que foram grandes e hoje, não existem mais, mostra que só aqueles que inovam e se adaptam rapidamente sobrevivem aos novos tempos.

As organizações não existem sem as pessoas, pois são elas, com seu talento e criatividade que as tornam inovadoras! Entretanto muitos gestores só observam, detalhadamente, seus colaboradores quando algo dá errado. Quase nunca se observa o que é feito de bom ou o que está funcionando bem. Em geral se diz: “Fazer bem feito não é mais do que obrigação”. Se o foco é no erro e se as perguntas são feitas para se descobrir os “culpados” dos erros, nunca se descobrirá os verdadeiros talentos. Segundo Peter Drucker, o grande guru da Administração, a fonte mais comum de erro nas decisões de gestão é a ênfase em encontrar a resposta certa, em vez de a pergunta certa. “Os erros mais graves não são resultado de respostas erradas. O mais perigoso é fazer a pergunta errada”.

Raramente os líderes se perguntam: O que a minha equipe faz bem? Raramente, fazem perguntas que ajudam a ver as qualidades e forças de cada um. Não se trata de ignorar o que não funciona! É também não ignorar o que FUNCIONA BEM! Ao mudar o foco das perguntas, é possível mudar a realidade! As perguntas para estimular e desenvolver talentos deveriam ser: “Como estou desenvolvendo os talentos da minha equipe? Onde estão os meus melhores colaboradores? Como estou dando a eles oportunidade de dar o seu melhor resultado?”

As pesquisas em Psicologia Positiva da Universidade de Harvard, conduzidas pelo Dr. Martin Seligman e sua equipe descobriram que as empresas nas quais os registros das reuniões revelam as expressões mais otimistas são as que obtêm melhores resultados. São as lideranças que sabem usar melhor as forças pessoais, as habilidades e capacidade de julgamento de suas equipes que têm conseguido o melhor desempenho. A teoria da Psicologia Positiva, desenvolvida por estes pesquisadores, comprova que é possível tornar as pessoas mais eficazes e mais resilientes, estimulando-as a buscar o sentido para a sua vida e a autorrealização. E ainda afirmam: “Para mudar uma pessoa é necessário mudar seu autoconceito”.

A essência da liderança é reconhecer quando um colaborador faz um trabalho de boa qualidade e valorizar o esforço da equipe, reforçar a autoestima de cada um. Não é difícil descobrir o que os colaboradores fazem melhor, quais são suas forças pessoais e estimular seu crescimento ao invés de treinar e tentar corrigir quem não tem talento ou habilidade. De acordo com as pesquisas da Psicologia Positiva, quando o líder acredita no talento da própria equipe e estimula os colaboradores a desenvolver o próprio potencial, ele consegue desempenhos melhores.

É o chamado “efeito Pigmalião”: ao acreditar que a equipe é capaz e estimular esta crença na equipe, os resultados melhoram significativamente. Este é o desafio dos líderes: fazer com que a sua equipe cresça e se torne mais eficaz acreditando no próprio potencial e desenvolvendo seu talento.

Assim, a Psicologia Positiva ensina a focalizar o que as pessoas têm de bom, o potencial de realização de cada um, o esforço despendido. O líder pode basear-se nos conceitos da PP, estimulando a equipe a desenvolver suas melhores habilidades e sentir orgulho de suas realizações, elogiando o trabalho bem feito e o esforço no sentido da autorealização de cada membro da equipe.

No próximo dia 27/04, nós estaremos abordando de forma mais profunda sobre esse assunto no Debate UBQ. Se você tem interesse nessa abordagem, venha conversar conosco. Será um prazer! Você pode obter mais informações e fazer sua inscrição CLICANDO AQUI.


SOBRE A AUTORA

carmenCarmen Eugênia Bretas Bavoso – Psicóloga, com sólida carreira em consultoria e coaching. Palestrante há mais de 20 desenvolvendo temas como: Atendimento ao Cliente, Liderança, Gestão de Conflitos, Autoestima, Relacionamento Interpessoal e Criatividade. Autora do livro “Timidez não é doença e tem cura”, da editora Gutenberg. Diretora de CORH – Consultoria em Recursos Humanos.